Como a Townhouse está redesenhando o alto padrão em Brasília e por que cada vez mais famílias estão escolhendo viver de um jeito diferente

Por muito tempo, a escolha de moradia foi uma questão de tudo ou nada. Quem queria espaço, jardim e portão próprio optava por uma casa, aceitando junto toda a responsabilidade de manutenção, segurança e isolamento que isso implica. Quem priorizava comodidade, infraestrutura e localização escolhia um apartamento, abrindo mão de um pedaço de terra que fosse verdadeiramente seu.
Esse dilema, que atravessou gerações de compradores, está sendo silenciosamente dissolvido em Brasília por um modelo que redefine o que significa morar bem.
A TOWNHOUSE EM BRASÍLIA
No vocabulário do mercado imobiliário de outras capitais, um apartamento garden já representa um avanço: a unidade térrea com acesso direto a uma área externa. Em Brasília, esse conceito foi levado a um patamar diferente.
O que a cidade desenvolveu, especialmente nos empreendimentos de alto padrão, é algo mais próximo de uma casa inserida em um condomínio de apartamentos.
O termo que o mercado local adotou para esse formato é Townhouse: uma unidade dentro de uma torre de apartamentos, em um condomínio fechado, que possui terraço próprio. Em Brasília, no alto padrão, esse ponto de partida ganhou camadas: piscina privativa, garagem privativa, elevador próprio. Uma residência urbana com a alma de uma casa e o conforto de um condomínio. Uma moradia onde o morador pode percorrer todo o seu dia, do café da manhã ao fim da noite, sem cruzar com nenhum vizinho se assim preferir.
“Temos realizado projetos com Townhouses, com a intenção de proporcionar ao cliente a experiência de morar em um imóvel que se assemelha a uma casa, com varanda, piscina privativa e até mesmo um quintal. Isso tudo dentro de um condomínio fechado, com toda a infraestrutura coletiva. São imóveis únicos, que atendem ao desejo crescente por mais conforto, segurança e exclusividade, sem abrir mão da praticidade de um condomínio. As pessoas buscam um estilo de vida mais equilibrado, onde possam desfrutar de espaço e privacidade sem as preocupações com manutenção excessiva e segurança, e é exatamente isso que esse conceito oferece.”
– Júlio Crosara | Arquiteto, responsável por projetos residenciais da Base
DOIS PERFIS, UMA MESMA NECESSIDADE
A Townhouse responde a desejos aparentemente opostos, mas que partem do mesmo lugar: a recusa em abrir mão de qualidade de vida.
De um lado, há famílias jovens, casais com filhos, pessoas que cresceram em casas e carregam no corpo a memória de quintal, de brincar do lado de fora, de uma piscina que é só sua. Para esse perfil, o apartamento convencional sempre foi uma concessão, não uma escolha genuína.
Do outro lado, há um grupo que o mercado imobiliário ainda discute pouco com a devida profundidade: brasileiros entre 55 e 70 anos que, por décadas, investiram em casas grandes para criar filhos e receber família. Hoje, esses filhos estão crescidos e foram embora. A casa ficou. O que era lar passou a ser tarefa. Cada fim de semana gasto com manutenção, jardinagem, prestadores de serviço. A sensação de que o imóvel que deveria oferecer liberdade se tornou, gradualmente, uma âncora.
Para essas famílias, a mudança para um apartamento convencional representa uma perda simbólica grande demais. A Townhouse oferece uma terceira via: a atmosfera e a identidade de uma casa, com a leveza operacional de um condomínio bem gerido. Segurança, manutenção compartilhada, infraestrutura coletiva, e ainda uma piscina que é sua, uma garagem que é sua, um jardim que é seu.
UMA TENDÊNCIA COM RAÍZES PRÁTICAS
A expansão da Townhouse no mercado de alto padrão não é apenas estética. Ela responde a transformações reais na composição das famílias brasileiras, no envelhecimento da população urbana e numa revalorização do espaço doméstico que ganhou força nos últimos anos.
Se a pandemia acelerou a discussão sobre onde e como moramos, o que se observa nos empreendimentos de alto padrão em Brasília é que essa reflexão chegou para ficar. As pessoas estão dispostas a escolher com mais cuidado. E, quando encontram um produto que não as obriga a sacrificar o que valorizam, a decisão raramente é adiada.


